Como você pode perceber a Vaginose Bacteriana:

Cheiro forte, parecido com “peixe”, principalmente depois da relação ou durante a menstruação.

Coceira ou ardência (às vezes confundida com candidíase).
Esses são os sintomas mais comuns, por isso ao identificar algum deles não ignore e procure uma avaliação médica.
Mas, como confirmar o diagnóstico?
O exame mais confiável é a microscopia vaginal, um exame simples e feito no consultório mesmo.
Com ela conseguimos:
Diferenciar de outras causas de corrimento, como candidíase.
Ver se predominam os lactobacilos (protetores) ou outras bactérias.
Esse exame é rápido e evita erros no tratamento.
Atenção: Corrimentos podem enganar até profissionais experientes. Por isso, não use remédios por conta própria e sempre faça o exame antes de qualquer coisa.
O que pode facilitar o aparecimento da Vaginose Bacteriana?
Relações sexuais sem camisinha;
Usar a mesma camisinha no sexo anal e vaginal;
Fumar;
Exagerar na higiene (lavar demais a vulva, usar ducha vaginal, fazer banhos de assento);
Qual o tratamento?
O tratamento é feito com antibióticos — em comprimidos ou creme vaginal, e é essencial seguir até o fim, mesmo se os sintomas melhorarem antes.
Depois do tratamento, o ideal é voltar ao consultório em 5 a 7 dias para repetir a microscopia e garantir que tudo está resolvido.
E quanto aos probióticos? Por enquanto, ainda não temos comprovação suficiente de que eles realmente ajudam no tratamento dos corrimentos de repetição.
Além do remédio, hábitos saudáveis também ajudam, como:
Praticar atividade física regularmente;
Controlar o estresse;
Parar de fumar;
O que pode acontecer sem o tratamento correto?
O aumento do risco de infecções ginecológicas e urinárias;
Maior risco de contrair ISTs, como o HIV e o HPV;
Complicações em mulheres grávidas, como parto prematuro e ruptura precoce da bolsa;
A vaginose bacteriana é comum, tem tratamento eficaz e não deve ser motivo de vergonha. Com o diagnóstico certo e acompanhamento médico, o problema se resolve de forma segura.
Lembre-se: automedicação não ajuda. Procure sempre orientação profissional.

